Google Analitics

sábado, 20 de setembro de 2014

Jogo de Mapas

De forma simples e des complicada o aplicativo Polítical Map permite tanto acesso ao mapa mundi ou mapas continentais como também jogos de posicionamento no mapa tanto por capitais como por países.  O visual é muito mais simples e com menos recursos que o aplicativo IOS Konahen mas apesar disso o fato de ser gratuito e leve faz com que seja prático e funcione em praticamente qualquer celular com Android
https://play.google.com/store/apps/details?id=orimar.politicalMap
Uma segunda versão do aplicativo trabalha apenas com os elementos do relevo usando um mapa físico.



Be Politik

Esse aplicativo de forma descontraída e lúdica demonstra muitos dos escândalos de corrupção ocorridos em governos europeus nos últimos 10 anos,  em especial os do Silvio Berlusconi da Itália.  O modelo é simples.  Um jogo de tabuleiro onde você precisa mover os pinos de acordo com o resultado de dados. A simplicidade das regras entretanto e compensadas pelo humor das casas onde o seu candidato por cair e as coisas que podem acontecer com ele. O mais interessante, é claro, é saber que por mais inacreditáveis e mirabolantes que possam parecer as histórias todas foram retiradas de escândalos reais.


Rei da Matematica

Para professores e alunos que estejam estudando matemática,  em especial cálculo mental, uma excelente dica é o aplicativo - jogo - Rei da Matematica. 
Misturando elementos de jogos de raciocínio com rpg o jogo tem como objetivo que você se torne o Rei, acumulando experiência e passando por desafios. Logo no inicio você começa com somas simples, mas no avanço de dificuldade os desafios podem fazer até os professores terem de quebrar a cabeça.  Como uma das questões é a velocidade de cálculo então o desafio pode atingir a todas as idades.






sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Divulgacand

Muita gente não sabe mas pela lei da transparência o governo tem a obrigação de criar métodos de divulgação de informações aos cidadãos.  Uma das mãos interessantes é o site Divulgacand do Tribunal Superior Eleitoral
Neste site é possível encontrar todos os candidatos a quaisquer cargos eletivos, suas declarações de bens segundo o imposto de renda, os processos em que estão envolvidos, documentação da candidatura e o mais importante todas as propostas oficiais de governo na íntegra. Excelente não somente para as aulas de história e geografia como para qualquer eleitor exercer seu voto consciente


Para ilustrar eleições

Uma excelente dica para professores de historia, de geografía, de atualidades entre outros. Foi lançado um aplicativo que contém diversas partes de propostas de governo de candidatos a presidência e também a governador (referente a cada um dos estados do Brasil). Esses programas foram pagos através do sistema divulgacand,  do próprio tribunal superior eleitoral, ou seja, são as propostas oficiais. O aplicativo e simples,  leve, e intensamente interativo. Você lê um fragmento do da proposta e escolhe se você aprova ela (vota) ou não (veta) e só então o app revela quem é o autor da proposta.  Uma excelente forma de conhecer mais os programas de governo inclusive dos candidatos menos conhecidos.





quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Anotação eletrônica de aula - O poder do Evernote

Faz cerca de um ano que comecei a adotar as anotações eletrônicas das minhas aulas de história com os alunos do 7o ano do ensino fundamental ao 3o do ensino médio. O processo se deu da forma mais natural possível. Os alunos que tivessem interesse poderiam trazer os seus aparelhos eletrônicos e anotar a aula de forma eletrônica (ter as suas anotações pessoais de caderno feitas através de aparelhos portáveis).

A princípio não havia limitações, sejam smartphones sejam tablets ou mesmo notebooks. Para garantir que não houvesse problemas logo percebi que algumas regras eram fundamentais:

1 - O aluno deve escolher entre anotar a aula em papel ou em forma eletrônica, mas uma vez escolhida a forma oficial tem de se manter (ter o caderno fragmentado cada parte anotada em um lugar só dificultaria o estudo depois)

2 - Querer anotar tudo de forma eletrônica já impõe duas responsabilidades. A bateria tem que já vir carregada (a única tomada da sala não daria conta de permitir a possibilidade de recarregar aparelhos portáveis) e da primeira vez que for pego fazendo qualquer coisa em seu aparelho que não anotando a aula, automaticamente está proibido de fazer anotações eletrônicas e tem de passar o caderno inteiro à limpo e ser vistado.

3 - A anotação precisa ser feita usando algum programa ou aplicativo que se utilize da nuvem (isso só pode ser feito se os alunos tiverem a internet 3G ou o local em questão tiver uma rede wifi que suporte a conexão de todos os anotadores eletônicos na Internet ao mesmo tempo (fica da dica: modens wifi padrão, mesmo das melhores marcas, só conseguem conectar 15 aparelhos ao mesmo tempo) uma das soluções que arrumei foi compartilhar o meu próprio 3G do celular através de ancoragem wifi quando necesário. Neste caso os melhores programas que sugiro são o GoogleDrive (utilizando-se do recurso googledocs que já tanto falei aqui em meu blog) ou o Evernote, que tem muitas vantagens também.

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Para muitos talvez a anotação eletrônica pareça ser sem sentido. Qual a vantagem do aluno ter o seu caderno de forma eletrõnica? Não é melhor o caderno em papel com o qual todos já estão acostumados e não tem perigo de falhas?

Sem dúvida o caderno em papel tem suas vantagens, mas como essas já são evidentes para todos os que a usam há mais de 500 anos, prefiro me forcar nas vantagens das anotaões eletrõnicas:

A - A inserção em tempo real de imagens, mapas e gráficos. Com o acesso à imagens do google a um simples toque de dedo os cadernos compartilhados logo estavam lotados de imagens ilustrativas, explicativas, mapas e gráficos que comprovavam o que estava sendo falado em aula, davam mais realidade ao que estava sendo explicado. Muitas vezes uma imagem que estava presente em um  texto ou apenas sendo mencionada no texto já se integrava ao caderno do aluno. Qualquer imagem ou mapa projetado por mim logo se incorporava ao caderno do aluno. E mesmo aqueles desejos mais complexos e esquemáticos, que não podiam ser achados prontos em lugar nenhum podiam ser incorporados através do simples recurso de se tirar fotos deles na lousa e inserir nos cadernos.

B - A facilidade quase nata dos alunos para anotação eletrônica. Pode parecer estranho para muitos mas a maior parte dos adolescentes hoje em dia tem como único momento em que escreve de forma manuscrita a sala de aula, todo o resto da comunicação escrita dele ocorre digitalmente. E na maior parte dos casos essa digitação não é feita em computadores, mas em aparelhos portáteis. Ou seja, ao permitir que se utilizem desses recursos estamos apenas fazendo com que façam as anotações se utilizando da forma que eles são mais especialistas, ao conrário das outras gerações que tiveram ou a sua inserção digital através de um grande teclado em cima da mesa, ou então que apenas tardiamente tiveram aceso às letras eletrõnicas e ficam "catando milho" na hora de digitar. Veja que a lógica aqui não foi obrigar a anotação eletrõnica, apenas permitir, assim muitos alunos que não se sentem a vontade em anotar digitalmente continuam tendo a segurança do papel

C - Empolgação dos alunos. Quando mais os alunos viam que suas anotaões estavam ficando mais completas, mais bonitas, com mais imagens e mapas mais começacam a se orgulhar delas. Sabemos que na sala de aula tradicional e nos cadernos tradicionais de papel há aqueles alunos que se orgulham em deixar o seu caderno impecável e outros nem tanto assim. Entretanto o que percebi é que muitos dos alunos que tinham cadernos em estado deplorável tinham muito mais facilidade de organização virtual destes cadernos e passaram a ter cadernos exemplares de forma eletrõnica.  Claro, isso não é regra, há aqueles que mantiveram dificuldades em ambas anotações.

D - Uma das maiores vantagens entretanto que percebi ao me utilizar deste tipo de anotaões é a facilidade com que eu, professor, passei a ter acesso aos cadernos dos alunos. Em nossa correria é impossível recolher cadernos de centenas de alunos e levar para casa, mesmo que seja para dar uma simples olhadela. Mas todos os cadernos sejam do googledrive sejam os do evernote precisavam obrigatoriamente ser compartilhados comigo. Isso significa que ao final de cada aula eu tenho acesso a olhar o que cada aluno anotou. É claro que essa possibilidade de acesso não significa que eu vou olhar todos sempre, mas quando achar necessário posso ver, e tento ao menos ver um por semana. É incrível essa experiência pois se pode ter acesso quase em tempo real da forma como os alunos entenderam a matéria, inclusive perceber muito antes de qualquer avaliação se alguma coisa foi mal entendida por muitos e corrigir isso na aula seguinte.

E - Compartilhamento entre alunos. Cada caderno eletrônico é facilmente compartilhável com os colegas, desta forma alunos que faltam conseguem acesso muito mais facilmente ao conteúdo perdido além de que na hora de estudar os alunos passam a ter acesso a cadernos de coelgas para comletar a sua visão da aula vista, fazendo com que as notas médias de meus alunos após adotar os cadernos eletrônicos tenha subido em mais de um ponto.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Renascendo um blog

O que faz um blog que ja possui mais de cem mil visualizações mas que nao recebe atualizações há quase dois anos voltar a vida? Espero que a vontade de seu escritor as críticas construtivas de seus leitores e talvez novas parcerias de que, também se dedica a pensar tecnologia e educação. Vamos reativar o Tecnaula. Quem tiver ideias opiniões ou quiser ser parceiro do blog de alguma forma por favor entre em contato pelo email professorleandrovillela@gmail.com

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Visual, Auditivo ou Cinestésico


Faz já uns três anos que entrei em contato pela primeira vez com essa ideia da divisão das formas de aprendizagem. Há vários autores, incluindo de áreas não ligadas à educação (marketing por exemplo) que trabalham com essa multiplicidade de formas pelas quais as pessoas interagem com o mundo. Basicamente essa teoria defende que dependendo da vivência da pessoa na infância, ela dá foco maior para uma das três formas de aprendizagem (podendo também haver um equilíbrio entre as três).









Auditivo (ou linguístico) - A criança consegue aprender melhor através de uma estruturação verbal de palavras. Isso pode tanto ser ligado a ouvir histórias, ouvir a explicação do professores, como em ler textos. As pessoas que são mais auditivas, respondem muito melhor a estímulos linguísticos. É importante saber que isso não significa que a criança terá facilidade de escrever um texto, por exemplo. Um analfabeto pode ser auditivo. Isso apenas significa que ele processa mais facilmente as informações que ele escuta do que as que ele vê. Para uma pessoa auditiva, o relato de um filme, a descrição em palavras de uma situação, o planejamento através de palavras, tudo isso tem um valor muito grande. Como a maior parte da educação tradicional está voltada para lousa e fala, então essas crianças tendem a lidar bem com a escola. Mesmo que elas achem alguma matéria chata, mesmo que se distraiam sempre, elas tem facilidade para compreender o que lhes está sendo falado (ou mais facilidade para entender desta forma do que das duas abaixo)

Visual - A criança possui mais facilidade para compreender algo através de estímulos visuais. Ou seja, para ela é muito mais fácil compreender um gráfico do que uma sequência numérica. É muito mais importante as ilustrações e fotos do que os textos em si. A forma como o professor dispõe as palavras na lousa, em forma de mapa conceitual por exemplo, pode facilitar (ou dificultar) o aprendizado. Para uma pessoa visual, recursos como filmes, vídeos, charges, mapas, são indispensáveis. Ás vezes, um mesmo texto, sem os recursos visuais em anexo, pode ser incompreensível, mas bastam alguns exemplos visuais para o aprendizado (e o interesse) serem mais bem desenvolvidos. No cotidiano da escola, hoje em dia, é muito importante que os professores consigam recursos visuais sempre que possível, isso pois o nosso mundo está repleto destes apelos visuais, o que torna a pessoa visual facilmente distraída por outros estímulos visuais. Por exemplo, uma pessoa visual terá menos interesse em ler esse meu post, uma vez que ele não possui esse tipo de estímulo. Ainda que a pessoa esteja concentrada nesta leitura, qualquer chamada visual poderá lhe distrair, como um vulto ao seu lado, o movimento de um ventilador, algum objeto perto de si. Isso pois o foco de sua atenção de aprendizado está nas imagens, e não nas palavras. Ao mesmo tempo, essa pessoa poderá ser aficcionada por documentários, esquemas, mapas conceituais, entre outros.

Cinestésica - A criança possui mais facilidade de aprendizado através da interação física com objetos. Para essas crianças tanto a fala, como as imagens podem fazer menos sentido do que uma interação pessoal. Neste caso, aulas como as de laboratório, de educação física, ou mesmo as que os professores possam trazer objetos para serem manuseados, terá muito mais informações disponíveis, do que a aula tradicional. Isso não significa que a criança consiga se expressar com facilidade através de seu corpo. É importante lembrar que essa divisão em três formas de aprendizado, não está diretamente ligada à questão das inteligências múltiplas (sobre as quais ainda falarei aqui). Neste caso é fácil que eu, autor deste artigo, dê como exemplo eu mesmo. quando fiz um teste desta divisão, obtive como resultado que eu era um perfeito equilíbrio entre as três formas. Entretanto, eu que não tenho os menores dotes físicos, pratico esportes, sou desequilibrado corporalmente, não tenho rítimo de dança e nem bater palmas no rítimo da música consigo, jamais poderia imaginar que eu tinha o meu lado de aprendizado cinestésico tão desenvolvido quanto os outros. Entretanto, prestando atenção na forma como eu aprendo (e não como exponho minhas ideias) pude ver facilmente a presença de fatores de manuseio. Toda vez que tenho a oportunidade toco nas coisas, desmonto pequenos objetos para ver como funcionam, interajo, fuço, e até mesmo destruo coisas no processo. Algo típico de quem é cinestésico.


Utilizando-se desta divisão nas aulas de história:

Aqui está presente um grandioso desafio. Veja que a aula de história em si é essencialmente linguísitica (utilizando-se de um recurso auditivo ou de leitura) uma vez que ela é compsosta de narrativas históricas. Então como fazer para que os alunos mais visuais ou mais cinestésicos possam aprender com mais propriedade?

Bem, no campo visual temos uma pluralidade de recursos. Desde fotos dos povos das civilizações antigas, cartazes de guerra, vídeos históricos, documentários, fotos de ruinas arqueológicas, possibilidade de se analisar quadros, desenhos de vasos, etc. Então, por mais que haja a dificuldade na obtenção de tais recursos ou na estrutura da escola para os apresente (como datashow) Temos, a princípio, uma riqueza de material de pode ser explorada, caso vençamos as barreiras iniciais.

Agora, e o campo Cinestésico? Como é possível ao aluno interagir manuseando objetos históricos? Esse desafio é grande, mas alguns recursos existem. Primeiramente temos oficinas de arqueologia, que, ao meu ver, podem ser muito mais interessantes do que se enterrar no quintam pedaços de falsos fósseis para serem desenterrados, pois isso, apesar de gerar uma brincadeira, não trará conhecimento em si. Entretanto, a possibilidade de, por exemplo, interpretar através de objetos, características de seus possuidores, tornar-se uma atividade muito mais interessante. Temos também a possibilidade dos "live-actions" espécies de teatros interativos onde cada aluno pode assumir o papel de um determinado personagem histórico dentro de um contexto (ainda havendo a variação desta atividade chamada Simulação Global, muito comum nas aulas de línguas). Temos a possibilidade também de algumas oficinas históricas, por exemplo, ensinando os alunos a debulharem trigo como nos povos antigos, fiarem a partir do algodão, como os povos mesoamericanos, fazerem laços de quipó como os andinos, ou até mesmo oficinas de cerâmica grega. Apesar de serem atividades complexas, elas podem dar a esses alunos uma oportunidade única de conseguirem compreender nuances que seriam impossíveis a eles apenas através da escrita.


Texto: Leandro Villela de Azevedo
Ilustração: Karen Novak

domingo, 5 de junho de 2011

Compartilhando Material com os Professores

É muito comum que cada professor tenha em seu computador de casa um banco de questões para facilitar a pesquisa e utilização para preparação de suas próprias questões em suas avaliações. Entretanto o que ainda não ocorreu, infelizmente, é a conscientização destes professores de que seria muito mais interessantes para todos, caso essas questões fossem compartilhadas online, gratuitamente com os colegas, facilitando que tivéssemos um banco compartilhado de milhares, ou milhões de questões, ampliando e muito as possibilidades de pesquisa quando esta fosse efetivada.



Como por enquanto não consegui outros professores a fazerem o mesmo que eu, resolvo (e já o fiz há algum tempo) compartilhar gratuitamente as questões que tenho para auxiliar outras pessoas, na esperança de que futuramente outros possam igualmente fazê-lo

Questões - Mundo Islâmico (História e Atualidades)
Idade Média
Mesopotâmia
Egito Antigo
Pré-História
Introdução à História (Ferramentas da História) 
Revoluções Burguesas (Revoulção Inglesa, Revolução Francesa, Independência dos EUA)

Texto: Leandro Villela de Azevedo
Ilustrações: Karen Novak

ENEM - Humanidades


Esse pequeno post não chega a ser, em si, um post. Não é difícil achar hoje em dia material para se utilizar nas preparação de questões para provas e exercícios, e parte de meu material já divulguei gratuitamente pela Internet, inclusive citando isso em um post anterior aqui do "Tecnaula". Entretanto, resolve através de um mini-post, colocar à disposição também um importante arquivo contendo as provas do ENEM entre 2005 a 2010, seção de humanidades. Compartilhando com quem puder interessar:


Baixar Arquivo

Texto: Leandro Villela de Azevedo
Ilustração: Karen Novak

Importância da Pluralidade Cultural

Uma das principais funções da disciplina de história no Ensino Fundamental é o desenvolvimento do respeito pelas culturas diferentes da nossa. Esse objetivo atitudinal aparece em muitos dos planjemanetos de professores, aparece nos documentos oficiais do governo, mas nem sempre há formas hábeis para que o professor trabalha o respeito às tais diferenças e o combate ao preconceito, tanto racial como cultural.
A melhor forma de fazer com que o aluno desenvolva tal respeito é colocá-lo em contato com diversas culturas, demonstrando o que há de interessante naquela cultura, ressaltando os aspectos positivos, permitindo assim que o aluno desenvolva sua própria identidade a partir do convívio com o diferente.
Algumas cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, possuem uma riqueza cultural impressionante e que pode ser utilizada pelos professores para atingir-se esse objetivo. Em São Paulo temos mais de uma centenas de religiões diversas e centros culturais que possuem o interesse (e função social) de divulgar aspectos de sua cultura e crença às pessoas e de forma gratuita. Poder aproveitar-se desse incrível potencial permite um aprimoramento verdadeiro nas aulas.


As fotos que se seguem são de uma palestra de um monge hinduísta com os meus alunos de 6o ano. Há alguns destes templos aqui em São Paulo, com pessoas dispostas a explicarem sua cultura justamente para viverem em uma sociedade com menos preconceito a respeito de suas cerimônias religiosas, então, por que motivo não somar esforços a esse respeito. Além de templos hinduístas, temos budistas, taoístas, xintoístas, mesquistas islâmicas e sinagogas judaicas (além de arquivos históricos e casas de cultura, como a casa de cultura judaica) que teriam muito interesse em divulgar essas aspectos culturais a culto nulo ou muito baixo.
Além disso, sempre há a possibilidade de se estabelecer um contato através de vídeo-conferências conforme já explicado em post anterior aqui.






Texto: Leandro Villela de Azevedo
Ilustrações: Karen Novak

segunda-feira, 28 de março de 2011

Cooperação x Competitividade

Embora esse blog seja voltado para as tecnologias educacionais, sejam elas tecnologias eletrônicas ou humanas, creio que em alguns momentos, valha a pena a colocação de elementos para a reflexão dos leitores. É o que faço nesse post. Embora ele fale um pouco sobre a questão tecnológica, o seu foco é a reflexão sobre o “politicamente correto”. Tanto para o bem, como para o mal, temos algumas palavras ou termos que viram verdadeiros chavões da educação. Termos como cidadania, criticidade, autonomia, desenvolvimento sustentável, entram na boca do professor, coordenador, diretor e outros educadores em geral e acaba constituindo um “educacionês”, uma língua específica falada dentro das escolas (nas quais se engloba outros termos como: fund, htpc, avaliação parcial, diagnóstica, inclusão entre outros).
Todos os termos citados acima são indispensáveis para a elaboração de um planejamento significativo do professor, seja da área que for. Entretanto, esses termos isolados e não compreendidos podem, muitas vezes, gerar mais propaganda do que ações de fato. Já vi escola particular, por exemplo, jurando de pé junto que faziam “gestão democrática”. Como é possível isso numa escola particular? Ainda mais uma escola que tem como diretora uma senhora que faz o seguinte comentário "o quê? Referendo sobre as armas? Será que esses políticos não sabem o que é democracia? A gente vota neles, deixa eles roubarem para a gente não ter que pensar, e agora querem que façamos o trabalho deles escolhendo as leis?!".
Ou ainda, ouvi recentemente um colega comentando que em certa escola foi feito um levantamento de qual tema os professores queriam que fosse trabalhado nas reuniões pedagógicas, ao que foi escolhido “autonomia”. Sem dúvida, valor esse indispensável de ser desenvolvido nos alunos. Entretanto nesse episódio, pediram para que cada professor escrevesse uma questão específica que gostaria que a discussão abordasse. E entre as sugestões havia “como faço o meu aluno me obedecer calado sem questionar nada do que faço e só fazendo o que eu mandar?” (de certo a questão era sobre o tema "Autonomia"para que ele soubesse como impedir que o aluno fosse autônomo)
Seja como for, o valor especial que trago aqui é a Cooperação, que por muitas vezes, veio como sendo completamente oposta à sua arquiinimiga, a Competição. Que morra o “espírito” de “o importante é competir” para que nasça “o importante é cooperar”. Essa maneira de jogar sem vencedores e criticar eventos de competição entre alunos, além de ensinar que competir é nocivo aos valores éticos e morais do futuro milênio, transforma essa atividade em sinônimo de guerra que traz apenas destruição e aniquilação de raças.
Entretanto, ao mesmo tempo que vejo uma grande pressão por parte de alguns teóricos e muitos educadores contra a competição, vejo que para os alunos competir é natural. Mesmo quando a escola impede toda e qualquer competição de forma oficial, sempre é possível inventar outra. Em uma destas escolas “politicamente corretas” que trabalhei, os alunos competiam vendo quem conseguia comer mais bolachas de água e sal ou cachorros quentes em menos tempo, ou quem conseguia dar mais voltas em torno de seu próprio corpo sem cair. Parece-me que a competição é inerente ao ser humano e certamente muitos autores e filósofos hão de concordar comigo.
Entretanto, a questão não está em combater uma característica humana meramente má e nociva, como Hobbes poderia defender, mas sim em perceber que a competitividade não é oposta à cooperação, muito pelo contrário, elas se completam e se auxiliam. São raros os exemplos mais cooperativos como o de um time de futebol que treina e joga junto, completa os passes de bola, cada qual em sua função cobre o erro do companheiro. Essa equipe quando se depara com um conflito mantém o foco em comum, a vitória. Entretanto, um dos fatores que garantem a cooperação dentro e fora do gramado ou da quadra, não importa o esporte, é a competição desta equipe com as demais. É preciso aprender a cooperar dentro do time para derrotar o adversário.
As Olimpíadas, fantástico momento onde o mundo se une em celebração da paz através do esporte, é um evento em si competitivo, mas que necessita da cooperação de todos os países para que seja organizada. É necessário concordar com as regras, a localização, a organização de seleções e pré-seleções em cada continente para escolher os competidores e tudo ocorre dentro do maior espírito de cooperação para garantir que a competição ocorra.
Mas e como fica a tradicional Idea da lista dos melhores alunos em ordem de nota? Isso é bom para o desenvolvimento dos alunos? Não é menosprezar os que possuem maiores dificuldades? Depende da forma como é feito. Sem dúvida ver o seu nome em última posição de uma lista não é agradável, especialmente quando estamos em um mundo educacional de inclusão das mais diversas formas. Apenas colocar a lista dos 10 melhores pode ajudar um pouco, porém ainda assim não resolverá o problema, afinal o desânimo do aluno esforçado que nunca consegue entrar nessa lista, pode criar uma categoria de “sou burro e não adianta estudar”. A solução para isso, ao meu ver, está na teoria das inteligências múltiplas. Temos em média (depende do teórico) 10 inteligências diversas que uma pessoa pode ter. Caso as competições sejam diversas em várias áreas, é bem provável que a lista de melhores alunos possa também se diversificar de modo que todos entrem em alguma. Deixando claro que cada pessoa pode ter destaque em uma área específica.
Também é importante que para que a competição funcione ela esteja unida à cooperação. De modo semelhante ao que proponho no artigo a respeito da Gincana Cultural (Copa das Casas). O que fazer com o aluno que nunca consegue se destacar dentro de sua equipe ou em nenhum dos campeonatos individuais? Conhecê-lo melhor, pois certamente haverá algo pelo que ele se apaixone, algo pelo o qual ele se dedique com amor. Ainda que ele não seja o melhor da série naquela categoria, certamente estará entre os melhores.
Mas e você, leitor, o que acha de minha opinião? Já ouvi muitas discordâncias. Agora é a hora de ouvir a sua. Ajude a tornar esse blog mais interessante e mais polêmico. Discorde de mim. Poste aqui seu comentário.
autoria: Leandro Villela de Azevedo - professorleandrovillela@gmail.com
(Revisado por Heloisa Machado em 20/04)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Trabalhando com Quino

Trabalhar com charges é algo indispensável nas aulas de história (além de ser uma ótima sugestão para português. geografia, inglês, espanhol, filosofia, etc.) Com seu cunho crítico e político, elas estão espalhadas por jornais, sites, revistas, um facilitador para a compreensão de textos mais complexos, que nem sempre interessam aos alunos dos dias de hoje. A charge, entretanto, pelo seu apelo visual e cômico, sempre chama a atenção.



Alguns sites de charges animadas já ganharam espaço entre os alunos, como Mundo Canibal. Sites como estes nem sempre possuem temas que podem ser muito aproveitados em sala de aula, contendo um humor negro, politicamente incorreto. Seja como for, a linguagem da charge é conhecida dos jovens e adolescentes e utilizar-se de uma linguagem previamente conhecida pode ser um bom caminho para estabelecer uma comunicação mais eficiente.

No extremo oposto de Mundo Canibal, estão as charges político-filosóficas de Quino. Ele é bem conhecido pela sua personagem Mafalda, a menina que vê criticamente o mundo a sua volta. Entretranto, o que muitas pessoas não sabem, é que Quino possui uma infinidade de outras charges, igualmente interessantes (às vezes até mais) que trabalham com os mais diversos temas. Entre suas publicações "Bem, Obrigado", cuja capa insiro abaixo. Um desenho tão simples, mas tão rico de se trabalhar com os alunos independente da temática a ser apresentada.

(veja o carimbo para descobrir o segredo)


A partir de uma percepção mais detalhada das imagem e das possíveis interpretações da mesma, é possível instigar os alunos a terem percepções mais profundas que podem ser encontradas em outros desenhos de maior complexidade. Alguns precisam da compreensão do contexto no qual eles estão inseridos. Mas Quino possui uma produção de caráter universalista, quando trabalha a questão da natureza humana. Assim, independente da época na qual o estuda, do país, do contexto histórico, da matéria ou da disciplina, é possível criar grandes reflexões mesmo sobre as charges mais simples.

Deixo aqui algumas delas com pequenas frases para reflexão. Deixo também um link de um blog específico criado com os meus alunos do 8o ano, para trabalhar a análise de produção cultural nas aulas de história focado para o 8o ano do Ensino Fundamental.

Liberdade de Expressão / Censura


Corrupção / Sistema Penal


Ser x Ter / Socialismo x Capitalismo

Crítica ao Capitalismo


Censura


Pesos e Medidas / Crítica ao capitalismo


Se enquadrar no esquema




























autoria: Leandro Villela de Azevedo - professorleandrovillela@gmail.com
Ilustrações: Karen Novak
(Revisado por Heloisa Machado em 20/04)

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